domingo, 26 de junho de 2016

Autocrítica de um universitário



O fato de ter sido reprovado três vezes em uma disciplina isso me levou evidentemente a um desestímulo pela atividade e rotina tradicional acadêmica e de certo modo até pela vida. O que fazer diante disso? Bom, é necessário que se procure um tempo e lugar para uma reflexão do que ocasionou isso levando vários aspectos em consideração como o professor, o esforço, foco e obrigações da vida do aluno pessoal e acadêmica, a quantidade de conteúdo da matéria a ser estudada junto com outros deveres acadêmicos eventos no espaço universitário.

Foco, disciplina e muita força de vontade terão que ser os chefes na hora dos estudos evitando o famoso “decorar para passar” que na realidade impede o estudante de conseguir absorver aquele conhecimento. O efeito da procrastinação também estabelece um embate na pessoa, pois ela é levada a adquirir e/ou consumir outras coisas que não aquele dever que deve ser cumprido, tendo a responsabilidade de fazê-lo. Importante levar em conta o que o indivíduo faz (no meu caso) esta muitas, mas não todas as vezes relacionado com o objeto de estudo que deve ser feito dentro de determinado prazo, inclusive o trabalho final fica pronto no último dia sendo assim na maioria das vezes, salvo exceções, sendo um documento feito as pressas que é levado na avaliação como um trabalho de nota baixa, usando aqui todos os sentidos da palavra “nota”.
Isso leva inclusive a pessoa a um estagio de extrema angustia por querer, mas não fazer aquilo que tanto gosta por livre e espontânea vontade aquilo que gosta e que no meu caso tendo bastante tempo para fazer. 

Não tenho nenhuma “solução mágica” e acredito eu que essa forma também não exista, mas acredito que qualquer forma de mudar precisa partir do próprio indivíduo, com ou sem ajuda de profissional, familiares, amigos ou outros intermediários que sejam. Acho esse um assunto complexo que existe bastante estudos sobre, mas vejo pouco conhecimento por parte dos estudantes e professores problematizando essa questão que está intrinsecamente relacionada com a qualidade do conhecimento produzido na academia. Por fim deixo um vídeo bastante interessante sobre o assunto abaixo.

Postarei novos posts assim que puder.
Até breve!

Robson Viana Xavier



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Relato de uma saída de campo


Relatório de saída de campo – Sobre populações e interações entre espécies. Parte de componente fundamental para o estudo em ecologia.


 Robson Viana Xavier



Dia 06 de dezembro de 2014. Das 08:00 AM às 12:20 PM.


Primeira parte: Caminhada da praia da armação e início da Praia do Matadeiro.

Inicialmente, os objetivos desta saída de campo foi entender de forma mais aprofundada e próxima do ambiente, da praia da armação e Praia do Matadeiro as populações de baleias-francas que usam essa região do litoral de Santa Catarina para reprodução por serem águas mais quentes enquanto que no inverno essas populações migram mais para o sul para alimentarem-se. Um dado discutido durante no início da saída foi sobre a caça que ocorreu no século XIX que fez com que quase desaparece as espécies de baleia-franca, o que acabou fazendo com que autoridades proibissem no século seguinte totalmente a caça predatória. A partir de então houve todo um trabalho para fazer com que a população aumentasse. População essa que foi reduzida mais da metade e felizmente atualmente esta quase em seu ponto de inflexão. Um problema agora são os pescadores da região que no momento de reprodução das baleias acabam que acidentalmente caindo em redes e prejudicando todo o trabalho pesqueiro, por ser em época de reprodução podemos dizer que por causa disso a população diminuiu, com isso seu ponto de inflexão e capacidade de suporte da espécie também decai e analisando ainda mais profundamente, com uma população menor existe menos busca por recursos, e entre em cena o crustáceo krill, alimento para as baleias-francas que tem sua população aumentada por conta disso. E por conta da pesca em grande escala pelos pescadores, é um outro fator que acabou diminuindo a capacidade de suporte das baleias-francas (e jubarte também no litoral brasileiro). A espécie humana esta competindo com com as baleias por sua busca pelo mesmo recurso, classificando essa interação de competição inter-específica.




Segunda parte: Praia do matadeiro.

Nesta etapa iniciamos observando uma série de discussões começando aqui sobre a competição entre as algas marinhas e cracas nos costões rochosos da região do Matadeiro. Quanto as cracas algumas delas vivem bem acima de sua maior abrangência de seus organismos de mesma espécie e sua densidade é baixa, ou seja, existe pouco indivíduos ali competindo por recursos. Mais abaixo dessa zona já notamos grandes aglomerações desses organismos de distribuição bem assimétrica o que nos leva a dizer que ambos estão competindo principalmente por espaço (recurso não renovável), o que classificamos como competição intra-específica e inter-específica. Por fim mais abaixo de toda essa camada de cracas (existem ali várias espécies do mesmo organismo) temos as algas marinhas verdes não é muito abaixo da água, pois é uma espécie que necessita da luz do sol para ocorrer o processo de fotossíntese, diferentemente de espécies vivendo bem embaixo delas dentro da água, as algas marrons, tem essa coloração, pois não conseguem absorver toda a luz do sol que chega ate o mar (parte de energia é refletida de volta). Ambas as espécies competem por espaço e luz, o que nos leva a considerar que existe um caso de competição inter-específica entre essas algas, pois elas estão numa disputa pelo mesmo recurso.
Nessa mesma praia encontramos e discutimos um detritívoro popularmente conhecido como “Maria-farinha”. Este animal em todo litoral brasileiro e Estados Unidos, embaixo da areia das praias tocas em formato de tuneis. Cada um desses organismos possui sua própria toca e a defende, são seres que alimentam-se de restos orgânicos animais e vegetais competem entre si seu espaço e alimento, o que nos leva a mais um caso de competição intra-específica.
Uma última questão que discutimos foi a respeito de sucessão ecológica a exemplo da ilha vulcânica de Krakatoa que entrou em erupção no século XIX matando várias pessoas das ilhas ao redor e praticamente todos os organismos que viviam na ilha. Originou-se depois uma outra ilha no lugar da antiga Krakatoa. A explosão do vulcão provocou uma diminuição da temperatura global significativa que só voltou ao normal alguns poucos anos depois. Líquens, musgos e alguns tipos de insetos foram os primeiros tipos de seres vivos que apareceram na “nova ilha” o que nos dá uma ideia de sucessão ecológica primaria já que ocorreu em um local onde praticamente todo tipo de vida não existia na ilha recém-formada. Depois de aproximadamente 10 a 15 anos apareceram as primeiras plantas e árvores com flores. O aparecimento das plantas se deve as sementes de plantas dentro dos pássaros terem se dispersado na ilha, além do vento que também é um grande agente de dispersão. Depois de muito tempo ate os dias de hoje formou-se na ilha uma grande floresta tropical. Um lugar onde não existia vida acabou se tornando uma área de tamanha biodiversidade. Na natureza meio ambiente e organismos dependem um do outro. Não existe ambiente sem vida e nem vida sem ambiente.




Florianópolis, 06 de dezembro de 2014.