quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Relato de uma saída de campo


Relatório de saída de campo – Sobre populações e interações entre espécies. Parte de componente fundamental para o estudo em ecologia.


 Robson Viana Xavier



Dia 06 de dezembro de 2014. Das 08:00 AM às 12:20 PM.


Primeira parte: Caminhada da praia da armação e início da Praia do Matadeiro.

Inicialmente, os objetivos desta saída de campo foi entender de forma mais aprofundada e próxima do ambiente, da praia da armação e Praia do Matadeiro as populações de baleias-francas que usam essa região do litoral de Santa Catarina para reprodução por serem águas mais quentes enquanto que no inverno essas populações migram mais para o sul para alimentarem-se. Um dado discutido durante no início da saída foi sobre a caça que ocorreu no século XIX que fez com que quase desaparece as espécies de baleia-franca, o que acabou fazendo com que autoridades proibissem no século seguinte totalmente a caça predatória. A partir de então houve todo um trabalho para fazer com que a população aumentasse. População essa que foi reduzida mais da metade e felizmente atualmente esta quase em seu ponto de inflexão. Um problema agora são os pescadores da região que no momento de reprodução das baleias acabam que acidentalmente caindo em redes e prejudicando todo o trabalho pesqueiro, por ser em época de reprodução podemos dizer que por causa disso a população diminuiu, com isso seu ponto de inflexão e capacidade de suporte da espécie também decai e analisando ainda mais profundamente, com uma população menor existe menos busca por recursos, e entre em cena o crustáceo krill, alimento para as baleias-francas que tem sua população aumentada por conta disso. E por conta da pesca em grande escala pelos pescadores, é um outro fator que acabou diminuindo a capacidade de suporte das baleias-francas (e jubarte também no litoral brasileiro). A espécie humana esta competindo com com as baleias por sua busca pelo mesmo recurso, classificando essa interação de competição inter-específica.




Segunda parte: Praia do matadeiro.

Nesta etapa iniciamos observando uma série de discussões começando aqui sobre a competição entre as algas marinhas e cracas nos costões rochosos da região do Matadeiro. Quanto as cracas algumas delas vivem bem acima de sua maior abrangência de seus organismos de mesma espécie e sua densidade é baixa, ou seja, existe pouco indivíduos ali competindo por recursos. Mais abaixo dessa zona já notamos grandes aglomerações desses organismos de distribuição bem assimétrica o que nos leva a dizer que ambos estão competindo principalmente por espaço (recurso não renovável), o que classificamos como competição intra-específica e inter-específica. Por fim mais abaixo de toda essa camada de cracas (existem ali várias espécies do mesmo organismo) temos as algas marinhas verdes não é muito abaixo da água, pois é uma espécie que necessita da luz do sol para ocorrer o processo de fotossíntese, diferentemente de espécies vivendo bem embaixo delas dentro da água, as algas marrons, tem essa coloração, pois não conseguem absorver toda a luz do sol que chega ate o mar (parte de energia é refletida de volta). Ambas as espécies competem por espaço e luz, o que nos leva a considerar que existe um caso de competição inter-específica entre essas algas, pois elas estão numa disputa pelo mesmo recurso.
Nessa mesma praia encontramos e discutimos um detritívoro popularmente conhecido como “Maria-farinha”. Este animal em todo litoral brasileiro e Estados Unidos, embaixo da areia das praias tocas em formato de tuneis. Cada um desses organismos possui sua própria toca e a defende, são seres que alimentam-se de restos orgânicos animais e vegetais competem entre si seu espaço e alimento, o que nos leva a mais um caso de competição intra-específica.
Uma última questão que discutimos foi a respeito de sucessão ecológica a exemplo da ilha vulcânica de Krakatoa que entrou em erupção no século XIX matando várias pessoas das ilhas ao redor e praticamente todos os organismos que viviam na ilha. Originou-se depois uma outra ilha no lugar da antiga Krakatoa. A explosão do vulcão provocou uma diminuição da temperatura global significativa que só voltou ao normal alguns poucos anos depois. Líquens, musgos e alguns tipos de insetos foram os primeiros tipos de seres vivos que apareceram na “nova ilha” o que nos dá uma ideia de sucessão ecológica primaria já que ocorreu em um local onde praticamente todo tipo de vida não existia na ilha recém-formada. Depois de aproximadamente 10 a 15 anos apareceram as primeiras plantas e árvores com flores. O aparecimento das plantas se deve as sementes de plantas dentro dos pássaros terem se dispersado na ilha, além do vento que também é um grande agente de dispersão. Depois de muito tempo ate os dias de hoje formou-se na ilha uma grande floresta tropical. Um lugar onde não existia vida acabou se tornando uma área de tamanha biodiversidade. Na natureza meio ambiente e organismos dependem um do outro. Não existe ambiente sem vida e nem vida sem ambiente.




Florianópolis, 06 de dezembro de 2014.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Avaliação do modelo de regulamentação e fiscalização do exercício profissional do biólogo no Brasil






Opinião pessoal.
Robson Viana Xavier - Graduando em Ciências Biológicas (Licenciatura)
Sob a disciplina - Legislação Profissional Aplicada
Professor: João de Deus Medeiros


Como você avalia o modelo de regulamentação e fiscalização do exercício profissional do biólogo no Brasil, considerando as transformações e desafios impostos a sociedade contemporânea?


A legislação (Lei 6.684) especifica que é profissional biólogo os detentores de titulo de graduação em ciências biológicas e historia natural e/ou de licenciado.
A regulamentação e fiscalização do exercício do profissional biólogo no Brasil está remetida ao Cfbio e Crbio. Estes órgãos criados pelo governo tem por objetivos garantir o trabalho ético e responsável do biólogo para com a sociedade e meio ambiente conforme previsto na lei que trata do profissional biólogo, (LEI Nº 6.684, DE 3 DE SETEMBRO DE 1979). O biólogo para exercer a profissão devera possuir o “crbio” e esta em dia com as anuidades especificadas. O não cumprimento desta regulamentação poderá no caso de fraude de laudo ambiental ou outra atividade decorrente, o profissional estará atuando na ilegalidade  e passível de responder judicialmente por erros cometidos na atividade perante o código civil brasileiro. Atualmente os conselhos regionais vem seguindo fielmente a lei.
Considerando agora os desafios para com a sociedade é evidente que diante da atual crise ambiental os governos não só do Brasil, mas no mundo, que deve ser dada mais importância para os efeitos maléficos causados pela ação humana com desmatamentos de floretas, risco  de extinção da biodiversidade, hábitos de consumo exagerados que supre a capacidade do planeta, poluição do ar, falta de planejamento em sistemas de energia e não investimento em ciência e no cidadão, miséria e pobreza criando diferencias de classes, enquanto uns tem comida a vontade outras estão doentes pela por causa da fome, e tantos outros exemplos que temos de um não respeito com o próprio habitat do ser humano e outros organismos que a Terra. Um não relacionamento entre  desenvolvimento econômico e sustentável, independentemente da politica estabelecida num país deve ser levada em consideração questões como essas alta prioridade, pois o Homem depende da Terra e não o contrario.
Investindo-se mais no meio ambiente, educação, pesquisa cientifica, adequação de leis que protegem a o meio ambiente e sociedade teremos um desenvolvimento balanceado com ambiente, sociedade e economia.



FONTES CONSULTADAS:

CODIGO CIVIL:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm

LEI QUE REGULAMENTA A PROFISSAO DO BIOLOGO:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/1970-1979/L6684.htm


ALGUNS SITES INTERESSANTES:
http://www.biologiaprofissional.com.br/2013/09/critica-biologo-e-sindrome-de-doutor.html
http://www.biologiaprofissional.com.br/ 


sábado, 26 de julho de 2014

DISCURSO





Discursos não apenas comunicam os conteúdos, mas 
aquilo que se fala e o como se fala produz efeitos de sentidos.
Os silêncios têm participação fundamental na produção de sentidos.



Manipulação cultural através de arte e alimentação envolve produção de endorfina, que, entre outras funções, estimula a memória, a concentração, a disposição mental e o bom humor  ou seja, reduz a resistência intelectual a sugestões.
Manipulação se dá massivamente pela televisão: principal instrumento da Mídia.


Assista o vídeo:




PANARÁ




Suas raízes: quem são e de onde vieram?

Os “Panarás” também conhecidos como "Krenakore”, é uma grupo indígena com origem na bacia do rio Peixoto de Azevedo (norte do Mato Grosso).

São descendentes dos índios “Cayapós do Sul”.


Primeiro contato com a “civilização”


O primeiro contato foi em 1968, através dos irmãos Villas Bôas (sertanistas), devido a construção da BR-163, estrada de Cuiabá-Santarém que cruzava a área dos Panarás.
Foram apelidados de “Índios Gigantes”, porque utilizavam artefatos de guerra grandes e tinham uma média de estatura de 1,90m aproximadamente.


Parque Nacional do Xingu

Em 1961, Jânio Quadros – presidente do Brasil na época – criou o Parque Nacional do Xingu, idealizado pelos irmãos Villas Bôas. Espaço concebido para que os índios pudessem viver de modo “tradicional” para que não atrapalhassem o progresso nacional.
Os índios Panarás foram transferidos para o Parque Nacional do Xingu em 1975, devido a uma série de doenças que tiveram ao se aproximarem da “civilização branca”, chegando com cerca de 75 indígenas que sobreviveram.


Primeira tentativa de retorno às terras de origem

Insatisfeitos com o modo de vida imposto, os Panarás resolveram voltar a sua terra natal em 1991.
Descobriram que boa parte de sua terra de origem já se encontrava desmatada e explorada pelo garimpo.

Luta pelos direitos indígenas

Revoltados, os Panarás exigiram formalmente a demarcação de suas terras  em 1993.
Em 1996, a justiça declarou a posse permanente dos índios a terra indígena Panará (cerca de 500.000 hectares).

Localização atual


Em 1996, insatalaram-se no rio Iriri, que deságua no Xingu.
Atualmente, totalizam quase 600 (seiscentos) indígenas.


Curiosidades

São exogâmicos, ou seja, as pessoas do mesmo clã não casam entre os mesmos clãs (para os Panarás existem quatro clãs no total).
São uxorilical, ou seja, o marido deve morar na casa da família de sua esposa, mantendo a tradição da esposa permanecer onde nasceu para sempre.


Registros fotográficos



Foto: Pedro Martinelli, 1973.

Foto: Orlando Brito, 1974.

Foto: Orlando Brito, 1974.

Foto: Pedro Martinelli, 1996.




UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CCB
TÓPICOS EM BIOLOGIA E EDUCAÇÃO  
ESTUDANTES: Felippe Lacerda, Edison Alves Machado, Yuri Tonico Debortoli, Israel Daniel Rocha, Desiree Pombalino, Ydhusana Lima.



Para saber mais: 

Sites:
http://pib.socioambiental.org/pt/povo/panara/587
http://iakiopanara.org/panara/povo-panara-2/

Vídeos produzidos por indígenas: 
http://www.videonasaldeias.org.br/2009/index.php


UM RIO EM PERIGO NO NORTE DA ILHA DE SANTA CATARINA




NA PRAIA DOS INGLESES 




O RIO CAPIVARI AGONIZA




Trecho do Rio Capivari que deságua no mar. 


NATUREZA AMEAÇADA

O Rio Capivari no norte da ilha foi transformado em emissário de esgoto a céu aberto, uma ameaça permanente à saúde pública, trazendo doenças, contaminando o Aquífero de Ingleses, espantando os turistas, que fogem de praias fétidas, com o ar impregnado de putrefação. 


O TEMPO PASSA



A VIDA CONTINUA



OU TENTA PELO MENOS


UM PATRIMÔNIO NOSSO


SUA ALMA ESTÁ MORRENDO




ATÉ QUANDO VAMOS FICAR PARADOS FRENTE À ISSO.




                                                                                                                         ...




UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS – CCB
TÓPICOS EM BIOLOGIA E EDUCAÇÃO 
ALUNO: ROBSON VIANA XAVIER

Para saber mais:   http://sosriocapivari.blogspot.com.br/